Os esforcos da RAEM
no combate ao branqueamento de capitais e financiamento
do terrorismo remontam aos anos 90. Em 1991 o Decreto-Lei
de combate ao trafico de droga autorizou pela primeira
vez o Governo a confiscar bens resultantes do trafico
de droga. O confisco de bens resultantes da pratica
de ilicitos criminais foi posteriormente expandido a
outros tipos de ilicito pelo Codigo Penal aprovado em
1995. A Lei da Criminalidade Organizada aprovada em
1997 foi ainda mais longe, contemplando pela primeira
vez o ilicito de conversao, transferencia ou dissimulacao
de bens ou produtos resultantes da comissao de ilicitos
criminais. No seguimento deste diploma, o Decreto-Lei
n° 24/98/M veio criar um sistema de comunicacao
obrigatoria sempre que uma transaccao suspeita fosse
identificada. Este diploma constitui a base legal para
a instituicao do sistema de comunicacao de transaccoes
suspeitas que, desde 1998, existia para as instituicoes
financeiras e outras entidades ainda que com um ambito
realtivamente limitado.
O ano de 2006 assistiu a progressos
bastante relevantes neste dominio. Em Abril, a Assembleia
Legislativa de Macau, sob proposta do Governo da RAEM,
aprovou legislacao especifica no dominio do combate
ao branqueamento de capitais e financiamneto do terrorismo:
a Lei n° 2/2006 dedicada ao combate ao crime de
branqueamento de capitais e a Lei n° 3/2006 dedicada
ao combate ao financiamento do terrorismo. Em Maio do
mesmo ano foi aprovado o Regulamento Administrativo
n° 7/2006, complementar daqueles diplomas legais,
que veio estabelecer uma serie de medidas preventivas
a serem implementadas por instituicoes financeiras e
outras entidades e profissoes nao pertencentes ao sector
financeiro. De entre estas destacam-se medidas relacionadas
com a identificacao e conhecimento detalhado dos clientes
e a obrigacao de comunicacao de transaccoes suspeitas
relativas a branqueamento de capitais e/ou finaciamento
do terrorismo sempre que as mesmas sejam detectadas.
Por forma a conformar-se com os padroes
internacionais determinantes nesta area, a nova legislacao
de combate ao branqueamento de capitais e financiamento
do terrorismo determina a criacao duma unidade de estrutura
administrativa especial que proceda a recolha, analise
e disseminacao da informacao relacionada com a comunicacao
de transaccoes suspeitas de branqueamento de capitais
e/ou financiamento do terrorismo. Essa unidade de estrutura
veio a ser criada pelo Despacho do Chefe do Executivo
n° 227/2006, de 8 de Agosto, que determinou a criacao
do Gabinete de Informacao Financeira (GIF).
O GIF foi criado como equipa de projecto
na dependencia hierarquica directa do Secretario para
a Economia e Financas e e dirigido por um Coordenador
nomeado pelo Chefe do Executivo.
Afim de prosseguir as suas atribuicoes, ao GIF foram atribuidas as seguintes competencias:
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